C. tem 64 anos nasceu em Inglaterra, casou com um alemão (bruto, frio, calão e mal-educado, será uma redundância?) e vive em Portugal há 4 décadas – ama Portugal -, diz. Por variadas razões, falta de tempo, falta de amor ou outras carências nunca teve filhos, mas exerceu o cargo de progenitora ao serviço do seu enteado, único filho do marido germânico que tal como diz o povinho “quem sai aos seus” …., neste caso não é alemão.
Dada aos negócios, decidiu montar um dos melhores “cantinhos” para se estar seja a que horas for – um dos meus lugares preferidos -, trabalhadora incansável colocou o seu recanto nas bocas do mundo. Nestas andanças conheceu M., um brasileiro fugido do calor, alto, espadaúdo e muito laborioso – quando a esmola é grande o pobre DEVE desconfiar -, diz ela.
Quase de imediato deu trabalho ao M. que por motivos burocráticos teve de aguardar uns tempos pela sua legalização, nos entretantos e estando o moçoilo a lavar uma pia, eis senão quando o sifão salta furiosamente e vai acertar-lhe em cheio no olho esquerdo. Pobre M. sem seguro para o olho e pobre C. sentindo-se culpada por tudo. O que vale é que a C. tem um amigo-amigo que lá a vai ajudando e ouvindo sempre que precisa. Valha-nos o Z., diz ela. À custa do Z. o rapaz teve tratamento vip, uma indemnização e um olho novo. Novo, mas cego, mas novo.
Vai daí o M. ficou tão, mas tão agradecido que começou a alargar os seus conhecimentos vários (toda a gente sabe que brasileiro que se preze tem jeitão para curar mazelas várias, diz ela) e aplicá-los no marido germânico, que por sua vez admira emes altos e espadaúdos.
E foi, mais coisa menos coisa, assim que a C. ficou sem negócio, sem marido germânico, sem M., sobrando-lhe – que uma desgraça nunca vem só, como ela diz - o enteado agora casado com uma brasileira com 3 filhos e escusado será dizer que nenhum deles trabalha.
Acontece
Dada aos negócios, decidiu montar um dos melhores “cantinhos” para se estar seja a que horas for – um dos meus lugares preferidos -, trabalhadora incansável colocou o seu recanto nas bocas do mundo. Nestas andanças conheceu M., um brasileiro fugido do calor, alto, espadaúdo e muito laborioso – quando a esmola é grande o pobre DEVE desconfiar -, diz ela.
Quase de imediato deu trabalho ao M. que por motivos burocráticos teve de aguardar uns tempos pela sua legalização, nos entretantos e estando o moçoilo a lavar uma pia, eis senão quando o sifão salta furiosamente e vai acertar-lhe em cheio no olho esquerdo. Pobre M. sem seguro para o olho e pobre C. sentindo-se culpada por tudo. O que vale é que a C. tem um amigo-amigo que lá a vai ajudando e ouvindo sempre que precisa. Valha-nos o Z., diz ela. À custa do Z. o rapaz teve tratamento vip, uma indemnização e um olho novo. Novo, mas cego, mas novo.
Vai daí o M. ficou tão, mas tão agradecido que começou a alargar os seus conhecimentos vários (toda a gente sabe que brasileiro que se preze tem jeitão para curar mazelas várias, diz ela) e aplicá-los no marido germânico, que por sua vez admira emes altos e espadaúdos.
E foi, mais coisa menos coisa, assim que a C. ficou sem negócio, sem marido germânico, sem M., sobrando-lhe – que uma desgraça nunca vem só, como ela diz - o enteado agora casado com uma brasileira com 3 filhos e escusado será dizer que nenhum deles trabalha.
Acontece
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