sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Stella awards, and the winner is
Acontece.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Letra de médico

O que vou contra a seguir é apenas um exemplo, mas o facto é que aconteceu. Fui muito recentemente a uma farmácia, munido da receita médica para comprar o medicamento prescrito. O funcionário da farmácia, muito profissionalmente lá foi buscar uma embalagem de “Panasorbe”. Como o médico me tinha dito oralmente para tomar “Ben-Uron”, estranhei que o farmacêutico me estivesse a dar “Panasorbe”. Olhei para a receita médica e perguntei, apontando:
- Estes gatafunhos aqui não lhe parecem dizer “Ben-Uron” ? – Perguntei eu, esperando não estar a ferir susceptibilidades.
- Realmente... parece... mas aqui já me parece estar escrito “Panasorbe” – disse o simpático funcionário.
- Se calhar onde você lê “Panasorbe”, deve ler “Paracetamol”, não acha ?- Perguntei eu.
- Realmente você é capaz de ter razão, mas como estes medicamentos até fazem o mesmo efeito, você até fica a ganhar porque o “Panasorbe” é mais barato - concluiu o farmacêutico com um sorriso profissional.
Por acaso os medicamentos são parecidos no que respeita aos componentes químicos, e serve qualquer deles para me tirarem a valente dor de cabeça que de vez em quando tenho. Porém, maior dor de cabeça seria se a leitura da letra do médico tivesse como base, não dois analgésicos mas dois medicamentos totalmente diferentes, quer na composição química, quer nos fins a que se destinassem.
Assim, se vale o conselho, quando o médico lhe prescrever algum medicamento, pergunte-lhe como se chama e escreva com o seu próprio punho o nome do dito cujo, para ajudar o farmacêutico a vender-lhe o medicamento efectivamente prescrito pelo médico. Haja saúde !
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Frases feitas da C.
Dada aos negócios, decidiu montar um dos melhores “cantinhos” para se estar seja a que horas for – um dos meus lugares preferidos -, trabalhadora incansável colocou o seu recanto nas bocas do mundo. Nestas andanças conheceu M., um brasileiro fugido do calor, alto, espadaúdo e muito laborioso – quando a esmola é grande o pobre DEVE desconfiar -, diz ela.
Quase de imediato deu trabalho ao M. que por motivos burocráticos teve de aguardar uns tempos pela sua legalização, nos entretantos e estando o moçoilo a lavar uma pia, eis senão quando o sifão salta furiosamente e vai acertar-lhe em cheio no olho esquerdo. Pobre M. sem seguro para o olho e pobre C. sentindo-se culpada por tudo. O que vale é que a C. tem um amigo-amigo que lá a vai ajudando e ouvindo sempre que precisa. Valha-nos o Z., diz ela. À custa do Z. o rapaz teve tratamento vip, uma indemnização e um olho novo. Novo, mas cego, mas novo.
Vai daí o M. ficou tão, mas tão agradecido que começou a alargar os seus conhecimentos vários (toda a gente sabe que brasileiro que se preze tem jeitão para curar mazelas várias, diz ela) e aplicá-los no marido germânico, que por sua vez admira emes altos e espadaúdos.
E foi, mais coisa menos coisa, assim que a C. ficou sem negócio, sem marido germânico, sem M., sobrando-lhe – que uma desgraça nunca vem só, como ela diz - o enteado agora casado com uma brasileira com 3 filhos e escusado será dizer que nenhum deles trabalha.
Acontece
domingo, 10 de janeiro de 2010
G. e a frigideira
Aconteceu, Madame Bovary
Pesquisou a vida desta senhora durante 8 anos e escreveu o romance que lhe custou um processo por ultraje à moral do qual se livrou alegando ter escrito o livro como forma de mostrar qual deve ser o fim de uma mulher adúltera.
Acontece que acontece.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
...
A minha filha, acabadinha de completar quatro anos de existência, após uns dez minutos a desenhar, veio ter comigo com uma folha de papel nas mãozinhas.
- Olha, pai, queres que eu te conte esta história – disse ela mostrando-me a obra.
- Quero – respondi de pronto, já tentando decifrar o que estaria ali.
- Olha – disse ela, usando o lápis como apontador – este é o Jesus e estes são os Reis Magos.
- E estes ? – Quis eu saber quem seriam as restantes duas figuras, supostamente José e Maria.
- São mais dois Reis Magos – respondeu ela.
- Mas os Reis Magos são só três, filha – disse-lhe eu, pedagogicamente.
- Oh ! A história é minha e eu ponho os que eu quiser ! - Resposta pronta duma miúda de apenas pouco mais de quatro anos de existência, que muito me tem dado que pensar !
