terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Os heróis e a maioria de nós

Passando revista a todos os heróis que vamos conhecendo, através da literatura e de toda e qualquer forma de representação, é fácil percebermos o que faz com que qualquer um se torne um herói: objectivos perfeitamente definidos e doses necessárias de vontade, coragem, força, energia, determinação, sabedoria, paciência e . E então, com maior ou menor dificuldade, com mais ou menos peripécias, nada nem ninguém parece ter poder suficiente para contrariar, vencer e muito menos impedir o verdadeiro herói de chegar ao que e onde quer que tenha em mente!
E a gente pergunta: se há gajos como nós que conseguem ser heróis, afinal de contas, como é que eles conseguem e nós não ? O que é que eles têm a mais do que nós ? Nada ! Se há coisa que os heróis – os verdadeiros, e não aqueles que se armam em coisa e tal – não têm , mas a maioria de nós tem, é o chamado “Plano B” logo à partida! Ainda que à cautela – porque o seguro morreu de velho, blá, blá, blá, e as conversas do costume - termos sempre à mão uma hipotética alternativa futura, para usar como recurso no caso de..., é o caminho mais certo para a dispersão de energias. È quanto basta para não nos empenharmos tanto e como deveríamos na tentativa de realização de sonhos, na materialização de projectos, no atingir de objectivos. E o resultado está à vista: em vez de heróis, continuamos a ser uns gajos banais como a maioria de nós !

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